Minha experiência com leitura e
escrita começou bem cedo, não me lembro a idade que tinha, mas lembro de
minha mãe me contando muitas histórias, histórias que tinha lido, apesar de ter
estudado até a 3ª série, pois teve que trabalhar para ajudar no sustento da
família. Quando criança vendia doces na rua, feitos pela mãe, e quando jovem,
foi trabalhar em uma livraria onde pode ter contato com os livros, lia
quantos podia e segundo ela, eram histórias maravilhosas que a fascinava. Seu
sonho era ser professora, mas não teve oportunidades. Ao me relatar tais fatos
percebia nela uma tristeza, então, decidi ser professora, acho que esse desejo
já estava no meu íntimo, pois minha brincadeira preferida era de “escolinha” e
eu sempre era a professora.
Entrei com seis anos na escola,
naquela época era com sete anos que se iniciava a vida escolar, mas tinha muita
vontade de estudar, então, minha mãe conversou com o diretor e ele permitiu que
eu frequentasse como ouvinte, logo me destaquei e fizeram minha
matrícula.
O que me entristece é de não me
lembrar de leituras de histórias, ou da professora contá-las , nesse período
escolar. Porém, o que não esqueço, foram as leituras forçadas, em função das
provas, e o professor de português pedia para lermos “Glorinha”, eu
lia e não conseguia entender nada,
comecei a ler em voz alta para minha mãe, depois, ela me contava a
historia, assim foi até ao final do ano, “lendo” todos os volumes de “Glorinha”,
leituras torturantes, odiava, eu gostava mesmo é de ler foto novelas e gibis.
A leitura deve ser prazerosa, e isso eu descobri
no livro “O Guarani”, de José de Alencar , por isso, devemos ser cautelosos ao
trabalhar com nossos alunos a questão da leitura e porque sabemos de sua
relevância para suas vidas. Como disse a Professora Marilena Chauí “ O
esplendor do livro abre para mundos novos, ideias e sentimentos novos,
descobertas sobre nós mesmos, os outros e a realidade.”
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